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BRASILEIRO VIAJA PELA EUROPA TROCANDO QUADROS POR REFEIÇÕES



Pedro Melo chegou de viagem com muita história pra contar. No último dia 5 de março ele desembarcou no Brasil depois de 23 dias viajando pela Europa. O mochilão em si já renderia muito assunto, mas foi uma ideia que ele teve dias antes da viagem que tornou sua experiência única – por onde passava, Pedro oferecia quadros pintados por ele mesmo como moeda de troca. 

O nome que o pernambucano deu pra ideia foi “Troca Por Um Quadro” e o objetivo era simples: em vez de dinheiro, a ideia era pagar o maior número possível de contas com quadros feitos por ele. O amigo Caio Alencastro, que é fotógrafo, acompanhou o artista na viagem registrou tudo - o produto adquirido (sanduíche, cerveja, macarronada, etc) e a inegável cara de satisfação e surpresa dos comerciantes ostentando a obra de arte feita exclusivamente pra eles. “O desenho tem que ser feito na hora, a pessoa tem que acreditar no projeto e os quadros têm tudo a ver com o que foi trocado”, ele explica em uma entrevista para GALILEU. 

A dupla passou por países como Espanha, Itália, Alemanha, Turquia e Portugal. Quase sempre seus quadros eram trocados por refeições, que nem sempre davam pra ser divididas entre os dois brasileiros, “porque o pessoal começava tudo sempre muito desconfiado”, lembra. Em duas ocasiões, uma em Colônia e outra em Lisboa, ele conseguiu passeios turísticos como moeda de troca. 

O material utilizado por Pedro se resumia a 10 placas de madeira, todas com o mesmo tamanho, e algumas canetinhas. Apesar de ter certeza que o custo com a produção dos quadros é bem menor do que o preço das coisas que ele conseguiu, ele diz que nem parou para fazer as contas, “só em acontecer era o que valia”.

A ausência de dinheiro em transações comerciais é algo cada vez mais comum entre viajantes, principalmente jovens, mas isso não impede mal-entendidos – ou mau-caratismos. Em Istambul, depois do comerciante aceitar a troca, Pedro ficou meia hora desenhando até que o garçom chegou com a conta e ignorou a arte que jazia solenemente em cima da mesa. Já em Lisboa, a pessoa aceitou o quadro, pegou o quadro, mas, no outro dia, quando Pedro foi receber a troca, deu de cara com a porta fechada.

Agora, a ideia é levar o projeto para outras cidades, outras viagens. Em Recife, cidade onde mora, ele já realizou duas trocas desde que voltou da Europa. Seu próximo destino é o Rio de Janeiro. “Depois, a ideia é fazer uma cidade por mês”. Sorte de Pedro - e dos comerciantes que toparem com ele por aí.

FONTE: REVISTA GALILEU

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