A única vítima brasileira da passagem do furacão Sandy pela costa leste dos Estados Unidos é o mineiro Tiago Ferreira Neto, de 54 anos, nascido em Açucena, cidade localizada na região leste de Minas Gerais.
Em sua cidade natal ainda existe famílias, amigos e muitas histórias do entregador de pizza, que perdeu a vida na segunda-feira (29), ao se chocar contra uma árvore, no momento de maior intensidade do furacão. Tiago faleceu quando retornava para a sua casa no subúrbio de Nova York.
Caçula de uma família de 13 irmãos, Tiago morou em Açucena até 1973, quando ele tinha apenas 12 anos. Em seguida, a família Ferreira foi tentar uma vida melhor no Rio de Janeiro e a ideia de mudar para o exterior veio no ano de 2000.
“Tiago sempre almejou uma vida melhor para todo mundo da nossa família. Já morando no Rio, ele trabalhava pra sustentar a todos da família”, conta Herly Ferreira Neto, irmão de Tiago.
Notícias
A família Ferreira, tradicional na cidade de Açucena, recebeu a notícia da morte do Tiago com muita tristeza. De acordo com a sobrinha Elisa Santos, de 39 anos, eles foram informados da morte através do noticiário.
“Foi um choque. Eu estava trabalhando e vi na televisão. Em seguida, uma prima minha do Rio me ligou e contou o que tinha acontecido. É muito triste porque a gente nunca acha que essas tragédias podem acontecer com a gente”, relata.
O irmão Herly Ferreira Neto, de 69 anos, disse que ficou chocado com a notícia de que seu irmão havia falecido no exterior.
“Infelizmente, tinha 13 anos que ele estava fora, passei muitos anos sem vê-lo. Sempre que podia eu telefonava e também pedia notícias aos demais parentes, mas fiquei chocado porque recebemos a no notícia pela televisão. Meu outro irmão, que mora no Rio, só ligou depois para explicar melhor o que havia acontecido”, conta.
Infância
Na cidade de Açucena, muitos lembram Tiago com muito carinho. O amigo de infância Josias Almeida Neto, de 53 anos, estudou até a quarta série com Tiago e diz ter somente boas lembranças do amigo.
“Nascemos no mesmo lugar, moramos próximos e estudamos no mesmo colégio. Éramos amigos e lembro bem do dia que a sua mãe mudou para o Rio de Janeiro e levou Tiago junto. Foi uma perda grande, porque mesmo com a distância eu sempre mantive contato com ele e com a sua família”, relata.
Na escola Estadual Antônio Alteciano, a professora Arlete Magalhães lembra bem das notas e do comportamento de Tiago Neto.
“Bom aluno, inteligente e sempre muito enturmado. Tiago não me dava trabalho nenhum era estudioso e quieto dentro de sala de aula. Fiquei bem triste com a notícia e me remeteu ao passado de 1965”, diz a professora.
Dificuldades
De acordo com a sobrinha de Tiago Neto, Elisa Santos, a família está há 10 dias tentando trazer o corpo para ser velado e enterrado no Rio de Janeiro.
“Estamos batalhando, mas existe muita burocracia, além de ser muito caro. Acredito que até semana que vem este problema estará resolvido e conseguiremos dar nosso último adeus a Tiago”.
FONTE: G1 VALES DE MINAS

0 comentários:
Postar um comentário