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| ACIDENTE VASCULAR CELEBRAL |
“O AVC ocupa os primeiros lugares na causa de óbito no Brasil e no mundo e é, sem dúvida, a primeira causa de incapacitação permanente. Daí a importância da prevenção. Estima-se que cerca de 80% a 85% dos acidentes vasculares encefálicos sejam de origem isquêmica, e 15% a 20% de origem hemorrágica”, destaca o médico. Moisés enumera os principais sinais para identificar o momento em que a pessoa está sofrendo o AVC:
1 – Perda súbita de força muscular ou formigamento de um lado do corpo;
2 – Dificuldade súbita para falar ou para compreender;
3 – Perda visual súbita, particularmente de um olho apenas;
4 – Súbita tontura e dificuldade no equilíbrio do corpo;
5 – Dor de cabeça súbita, sem causa aparente.
“Se o paciente estiver consciente, tranquilize-o. Estando inconsciente, deite-o de lado, para proteger a cabeça e evitar aspiração de saliva ou conteúdo proveniente de vômito. Não oferecer água ou qualquer alimento até a avaliação autorizada médica”, ensina o neurologista, lembrando que os principais fatores de risco são hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, fumo, álcool, colesterol alto, sedentarismo e uso de drogas ilícitas. “Volto a ressaltar a importância da prevenção para se evitar o AVC, sobretudo para pessoas com faixa etária mais elevada e portadores dos fatores de risco descritos. A combinação de vários fatores de risco eleva ainda mais as chances de se sofrer um acidente vascular encefálico”.
As principais orientações do médico Moisés Pinto para a prevenção são
1 – Tratamento da hipertensão arterial;
2 – Tratamento do diabetes;
3 – Redução da taxa de colesterol se estiver em níveis inadequados;
4 – Parar de fumar;
5 – Orientações para redução e controle do peso e exercícios físicos.
“O risco de óbito da pessoa que sofre AVC hemorrágico, como o do técnico Ricardo Gomes, tem relação com o local da hemorragia e com o volume. Quanto maior o volume, mais grave. Os hematomas de maior volume aumentam mais a pressão dentro do cérebro. Estudos mostram que até 35% dos pacientes evoluem para o óbito”, finaliza o neurologista.

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